Na maioria das universidades particulares não há pesquisa – há um engodo. Não há professores bem pagos e a carga de aulas deles ou é exagerada ou é pequena a ponto de fazer com que eles tenham que se deslocar de faculdade em faculdade. As universidades que possuem lucro, não investem em si mesmas, enquanto instituições de ensino. Normalmente, a mantenedora tem lá alguém cujo patrimônio cresce de modo desproporcional.O professor Renato Mezan, há alguns anos, na Folha de S. Paulo, denunciou o ensino particular universitário (e não todo o ensino particular superior, o que é diferente), dizendo que todo este tipo de ensino, com raras exceções, é uma grande mentira. Disse também, na época, como que ele via a atuação do governo e da CAPES. Todos nós sabemos que este governo do Lula é igual ao do FHC em relação ao ensino superior: não criou mecanismo para apertar as universidades, exigindo que elas cumpram o que lhes é obrigatório por lei para usufruírem o nome de universidade. [daqui]Por: Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade
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Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade: Fala da mentira do ensino particular SUPERIOR.
Novembro 29, 2008
Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade Parentes, fora!
Agosto 27, 2008
Cláudio Lembo
De São Paulo
Passaram-se mil trezentos e vinte e três anos. É muito tempo. Segundo a História, o termo nepotismo foi concebido no papado de João V, no ano de 685.
Amigos dos parentes – especialmente sobrinhos – os papas não tinham nenhum pudor em nomeá-los para exercer funções nos diversos domínios pontifícios espalhados pela Itália.
Ampliou-se o costume. Encontrou campo fértil na colonização do Brasil. A velha prática papalina, presente em toda a Idade Média, atingiu a América portuguesa por inteiro.
Na certidão de nascimento, redigida por Pero Vaz de Caminha, o nepotismo se encontrava explicitamente expresso. A transferência do genro era solicitada pelo escrivão ao Rei D.Manuel.
Em sociedade de perfil rural, os laços familiares e o compadrio constituíam-se em caminho para a obtenção de benesses. Estas se configuravam em nomeação para os mais diversos cargos públicos.
O nepotismo implantou-se como hábito nacional. Todos querem uma boquinha. Aos familiares tudo. Na falta de laços de sangue, basta aproximar-se do poderoso do momento. Tudo será resolvido.
Não se trata de um costume apenas latino ou ibérico. É mundial. Os ingleses e os norte-americanos foram usuários da prática intensamente. Abraçaram o clientelismo de maneira desmedida.
William Marcy, em 1832, não teve constrangimento em afirmar “ao vencedor pertencem os despojos”. Nascia a partilha de despojos – spoils system: os cargos públicos distribuídos aos amigos do vencedor.
Correu tempo até que a prática fosse cerceada no mundo anglo-saxão. Resta ainda um largo tráfego de influências. Este permite interpretação favorável das leis. Autorizações administrativas. Privilégios tarifários.
Por aqui, o costume estendeu-se por longo tempo. Encontra-se tão arraigado. Não podia ser extirpado sem dor. Os constituintes de 1988 procuraram conferir diretrizes.
Elaboraram o artigo 37 da Constituição. Bom dispositivo. A ponta para os princípios norteadores da atuação dos poderes da República. São regras de bem viver: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Apesar de auto-aplicável, esta norma constitucional foi relegada ao esquecimento. No Legislativo, os gabinetes dos parlamentares acolhem familiares e agregados.
O Executivo usa e abusa dos cargos de confiança. Os novos agregados – filiados ao partido vitorioso no último pleito – tomam posições com a avidez de um camelo em seguida à travessia de longo deserto.
Não escapou desta voracidade patrimonalista o Poder Judiciário. Foi tanta que o Conselho Nacional de Justiça editou resolução específica sobre o tema.
Temerosa, a Associação Brasileira dos Magistrados – órgão de representação dos juízes – ingressou perante o Supremo Tribunal Federal com ação declaratória de constitucionalidade.
Por quê? Segmentos do Judiciário não respeitaram a determinação constitucional e, por vias oblíquas, procuraram considerar inconstitucional a Resolução do CNJ sobre o tema.
O Supremo Tribunal Federal – na última quarta-feira, 20 – colocou ponto final no assunto. Considerou a norma do Conselho constitucional e, assim, baniu o nepotismo dos quadros do Judiciário e, por extensão, dos demais Poderes.
Demorou e muito. É bom começo, porém. O princípio, agora reafirmado, por ser norma constitucional, necessita ser atendido pelos demais Poderes.
As mudanças nos costumes se aceleram. As velhas práticas originárias de nossos antepassados vão merecendo superação. Assiste-se ao choque entre os velhos costumes e a ética reformada.
É bom recordar que, talvez por motivos políticos, entre os primeiros a se lançar contra o nepotismo, se encontra Lutero. Acoimou a prática de nomear parentes como geradora de uma casta eclesiástica.
Os princípios republicanos, aos poucos, ingressam na administração pública. Já não sem tempo. A coisa pública é de todos. Não se pode perpetuar como coisa doméstica.

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade convida você a assistir as duas partes de: A ilha das Flores
Agosto 5, 2008
Assista as duas partes e depois abordaremos melhor esse assunto.

Lula pede mais visibilidade as obras do governo
Julho 22, 2008De acordo com auxiliares do presidente, existe uma “preocupação” com o fato de a sociedade não ter conhecimento de grandes empreendimentos, como hidrelétricas e rodovias.
Ao debater o tema na reunião semanal de Coordenação Política, o presidente e seus ministros avaliaram que a população precisa ter conhecimento sobre os projetos que funcionam como base do crescimento sustentável da economia.
Durante o encontro, os ministros ponderaram que o nível de conhecimento da população sobre a pressão inflacionária, por exemplo, é maior que os projetos de infra-estrutura, ainda que o governo avalie que as medidas de controle da inflação, anunciadas pela equipe econômica no início do governo, já tenham surtido efeito.
Nesta segunda-feira, o presidente Lula já havia cobrado dos ministros ligados à área social maior divulgação dos projetos do governo e decidido escolher um ministro para coordenar um grupo de acompanhamento das obras e cobrar dos demais integrantes do primeiro escalão o cumprimento de prazos.
Na tarde desta terça, Lula deve coordenar uma nova reunião, desta vez sobre logística, para também cobrar resultados sobre os projetos do governo.

Lula em privado não gostou das ações da PF
Julho 15, 2008Lula fez, em diálogos privados, críticas acerbas aos métodos usados pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.
Abespinhou-se especialmente com dois aspectos: o “abuso” no uso das algemas e “o vazamento” para a imprensa de peças sigilosas do inquérito.
Considerou “falha grave” também o fato de a PF ter facultado a uma equipe da TV Globo a filmagem das cenas de prisão de alguns dos envolvidos.
Na semana passada, quando Gilmar Mendes, presidente do STF, queixara-se da “espetacularização” da ação da PF, Lula encontrava-se no exterior.
Embora informado acerca das reações à Satiagraha, ele evitou pronunciar críticas à polícia a céu aberto. Chegou mesmo a elogiar a atuação da PF.
De volta ao Brasil, porém, Lula pôs-se a fazer reparos. Reclamou, por exemplo, da tentativa de arrastar o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, para o centro do escândalo.
Algo que o fez recomendar a unificação do discurso oficial em defesa do auxiliar. Lula revela-se inconformado com o envolvimento do ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh com Daniel Dantas.
Reclamou do telefonema que Greenhalgh fez para Carvalho. Uma insensatez, afirma. Pediu cuidado no contato com “amigos que buscam auxílio nos escaninhos do governo.
Mas, curiosamente, esquivou-se de fazer reparos ao comportamento de Carvalho, o auxiliar direto que se prontificou a buscar no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) as informações que o companheiro petista lhe solicitara.
Lula repetiu os reparos à atuação da PF em reunião do grupo de coordenação política do governo, nesta terça-feira (15). Referiu-se às algemas e aos vazamentos.
Presente ao encontro, o ministro Tarso Genro (Justiça), superior hierárquico da PF, ouviu os queixumes do presidente.
Quando lhe coube falar, Tarso fez um resumo positivo do inquérito e da operação que levou para trás das grades Daniel Dantas, Nagi Nahas, Celso Pitta e outros 15 personagens.
Segundo relato recolhido pelo repórter com um dos participantes da reunião do Planalto, Tarso considerou que os “deslizes” da PF não chegam a tisnar o êxito da investigação.
Dos 18 presos –incluindo Humberto Brás, o preposto de Daniel Dantas que se entregou no último domingo (13), só dois permanecem em cana.
Todos os demais alcançaram o meio-fio, beneficiados por alvarás de soltura expedidos por Gilmar Mendes, o presidente do STF.
A pinimba de Lula com os métodos da PF vem de longe. Tornaram-se agudas em maio do ano passado. Nas pegadas da Operação Navalha. Aquela que lancetou o tumor nascido das malfeitorias da empreiteira Gautama.

