Esse é um dos maiores tabus não só da Igreja, mas de toda a sociedade. Sempre que alguém decide abordar esse tema, tudo o que vemos são olhares desconfiados e pessoas desconfortáveis ao falar de algo que é (ou pelo menos deveria) ser tão natural.
O grande problema desse tabu é a formação de pessoas totalmente alienadas sobre si mesmas. Quando não se tem liberdade para falar de algum assunto ele deixa de pertencer ao rol das coisas normais e passa a integrar o grupo do desconhecido… o campo das conjecturas.
Com um suposto objetivo de proteger seus jovens de uma sociedade extremamente sexista, a igreja abraça uma cultura pseudo puritana norte americana (herança dos missionários que nos trouxeram o protestantismo) que tem como consequência o isolamento cultural. São milhares de pessoas educadas a pensar no sexo como algo anormal e pecaminoso, isso quando o assunto não é absolutamente ignorado pelas lideranças. Na maioria das vezes o sexo só é abordado com uma série de regras e proibições. Como exemplo, temos o famoso: “casar é melhor que abrasar”.
Os resultados da imposição dessa cortina de religiosidade, que algumas vezes comparo ao famigerado período histórico conhecido como ”Idade das Trevas”, com certeza não são nada bons. Como exemplos, temos casais que sem nenhuma orientação e aconselhamento, acabam fazendo sexo sem nenhuma proteção. O resultado disso não poderia ser diferente de gravidezes indesejadas (quando não doenças), que muitas vezes destroem futuros e famílias. Alguns outros, no auge de sua espiritualidade, recorrem ao já citado “casar é melhor que abrasar”, e acabam formando famílias sem nenhuma estrutura financeira e psicológica.
Portanto, meu maior problema quanto ao tratamento do tema sexo na igreja não é com as regras e proibições em sim, mas com o obscurantismo com o qual o assunto é tratado. O que faz com que seja formada uma geração de crentes totalmente alienados sobre si mesmos, uma geração que vê tudo com medo de Deus, por estar acostumada com uma cultura de “não faça” “não pode”. O que só faz com que o evangélico brasileiro seja ainda mais alienado.
E você? Qual abordagem acha que a igreja deve ter em relação ao sexo?
Por uma igreja com mais diálogo
