O tabu do sexo e a alienação dos crentes

•Abril 11, 2009 • Deixe um comentário


Esse é um dos maiores tabus não só da Igreja, mas de toda a sociedade. Sempre que alguém decide abordar esse tema, tudo o que vemos são olhares desconfiados e pessoas desconfortáveis ao falar de algo que é (ou pelo menos deveria) ser tão natural.

O grande problema desse tabu é a formação de pessoas totalmente alienadas sobre si mesmas. Quando não se tem liberdade para falar de algum assunto ele deixa de pertencer ao rol das coisas normais e passa a integrar o grupo do desconhecido… o campo das conjecturas.

Com um suposto objetivo de proteger seus jovens de uma sociedade extremamente sexista, a igreja abraça uma cultura pseudo puritana norte americana (herança dos missionários que nos trouxeram o protestantismo) que tem como consequência o isolamento cultural. São milhares de pessoas educadas a pensar no sexo como algo anormal e pecaminoso, isso quando o assunto não é absolutamente ignorado pelas lideranças. Na maioria das vezes o sexo só é abordado com uma série de regras e proibições. Como exemplo, temos o famoso: “casar é melhor que abrasar”.

Os resultados da imposição dessa cortina de religiosidade, que algumas vezes comparo ao famigerado período histórico conhecido como ”Idade das Trevas”, com certeza não são nada bons. Como exemplos, temos casais que sem nenhuma orientação e aconselhamento, acabam fazendo sexo sem nenhuma proteção. O resultado disso não poderia ser diferente de gravidezes indesejadas (quando não doenças), que muitas vezes destroem futuros e famílias. Alguns outros, no auge de sua espiritualidade, recorrem ao já citado “casar é melhor que abrasar”, e acabam formando famílias sem nenhuma estrutura financeira e psicológica.

Portanto, meu maior problema quanto ao tratamento do tema sexo na igreja não é com as regras e proibições em sim, mas com o obscurantismo com o qual o assunto é tratado. O que faz com que seja formada uma geração de crentes totalmente alienados sobre si mesmos, uma geração que vê tudo com medo de Deus, por estar acostumada com uma cultura de “não faça” “não pode”. O que só faz com que o evangélico brasileiro seja ainda mais alienado.

E você? Qual abordagem acha que a igreja deve ter em relação ao sexo?

Por uma igreja com mais diálogo

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade: Fala da mentira do ensino particular SUPERIOR.

•Novembro 29, 2008 • 1 Comentário
A primeira é do blog do Paulo Ghiraldelli, que no mesmo movimento de várias outras manifestações, também chama a atenção ao “descalabro” do ensino superior particular de boa parte das faculdades brasileiras:
Na maioria das universidades particulares não há pesquisa – há um engodo. Não há professores bem pagos e a carga de aulas deles ou é exagerada ou é pequena a ponto de fazer com que eles tenham que se deslocar de faculdade em faculdade. As universidades que possuem lucro, não investem em si mesmas, enquanto instituições de ensino. Normalmente, a mantenedora tem lá alguém cujo patrimônio cresce de modo desproporcional.
 
O professor Renato Mezan, há alguns anos, na Folha de S. Paulo, denunciou o ensino particular universitário (e não todo o ensino particular superior, o que é diferente), dizendo que todo este tipo de ensino, com raras exceções, é uma grande mentira. Disse também, na época, como que ele via a atuação do governo e da CAPES. Todos nós sabemos que este governo do Lula é igual ao do FHC em relação ao ensino superior: não criou mecanismo para apertar as universidades, exigindo que elas cumpram o que lhes é obrigatório por lei para usufruírem o nome de universidade. [daqui]
Por: Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade pergunta: Teorização a serviços ideológicos Há espaço para o conceito de neopopulismo no século XXI?

•Novembro 23, 2008 • Deixe um comentário

O avanço de lideranças esquerdistas (ou atribuídas como tal) na América Latina nos últimos anos contribuiu para o surgimento de uma definição teórica, muito apregoada e aceita nos meios de comunicação brasileiros e defendida pelos defensores da cartilha neoliberal, de que esses governos não seriam necessariamente de esquerda ou, se fossem, teriam um caráter predominantemente populista. Mas, sem as condições de aliança de classe como no passado, muito menos a situação favorável de industrialização do período áureo do populismo, entre 1940 e 1960.

O momento atual seria de aproveitar as massas marginalizadas, conceber políticas assistencialistas para beneficiá-las e, com os elementos personalistas e carismáticos de antigamente, estaria pronta a receita do neopopulismo. Se a esquerda identificou o neoliberalismo para designar as políticas de abertura de mercado e controle deste sobre a economia, sem a mão pesada do Estado dirigindo os rumos, a direita tratou logo de cunhar o neopopulismo, sem o mesmo cuidado teórico, para designar qualquer coisa que não seja o capitalismo em bases liberais radicais.

E podemos ver claramente a conceituação do que seria o neopopulismo no artigo do historiador Boris Fausto: “O neopopulismo emerge em outra época, no âmbito da globalização, que se tornou nítida a partir dos anos 1980. Em linhas gerais, o Estado mudou de configuração, sem deixar de ter relevância (…) e a base de apoio ao populismo mudou. A burguesia internacionalizada ou desfeita abandonou o barco populista e a fonte de apoio popular se alterou. O neopopulismo não se assenta sobre a classe trabalhadora organizada, hoje sem a importância de outros tempos, mas, sobretudo, em massas marginalizadas, predominantemente urbanas[1]”.

Isso é até considerado compreensível, devido ao fato de que, com o “fim da história” cunhado por Francis Fukuyama, o único modelo que deveria prevalecer na sociedade mundial era o capitalismo vestido dessa roupagem neoliberal. E, qualquer coisa oposta a disso, de acordo com o discurso único adotado, deveria ser caracterizado como atrasado, negativo, ruim para o mundo. E, nada melhor do que chamar qualquer alternativa à esquerda – considerada morta após a queda da União Soviética e do muro de Berlim na Alemanha – de populista, ou neopopulista, pois são conceitos visto de olhos tortos por boa parte da opinião pública e pela academia.

Ou seja, uma forma de demonizar os políticos que privilegiam políticas públicas em prol das massas mais carentes e que capitalizam os lucros dessas medidas, como todo governo costuma fazer, na verdade. Mas não, se tem uma “queda” esquerdista, é neopopulista, não é um governo democrático, de respeito às instituições (ou seria à burguesia?), etc. Falando de outros países que não possuem essa suposta inclinação populista, como no caso do Chile (o queridinho da intelectualidade) e sua Concertación[2] e a opção – que acabou vencendo – de Felipe Calderón no México[3], Boris Fausto indica essa posição: “Não se trata aqui de endossar simplesmente as figuras antipopulistas, mas todas elas, com seus méritos e defeitos, têm compromisso com a democracia”.

O discurso único impõe a necessidade de considerar perfeita apenas a alternativa neoliberal, como a panacéia para todos os problemas, o que, na prática, principalmente com o fiasco Consenso de Washington[4] adotado na América Latina na década passada, percebemos que tudo não passa de ideologia, ao contrário do que é defendido por esse modelo.

Populismo à moda antiga
O populismo marcou presença forte na história da América Latina durante as décadas de 30 a 60 do século passado e é caracterizado por Torcuato S. Di Tella, desta forma: “O populismo, por conseguinte, é um movimento político, com forte apoio popular, com a participação de setores de classes não operárias com importante influência no partido e que sustenta uma ideologia anti-status quo. Suas fontes de força são: I) elite localizada nos níveis médios ou altos da estratificação e dotada de motivações anti-status quo; II) massa mobilizada formada em resultado da ‘revolução de aspirações’; e III) uma ideologia ou estado emocional difundido que favoreça a comunicação entre líderes e seguidores e crie um entusiasmo coletivo[5]”.

As principais lideranças desse período são: Juan Domingo Perón[6], Lázaro Cardenas[7] e Getúlio Vargas[8]. Eles arrastavam multidões, levando todos para o alcance de seus objetivos, voltados, principalmente, para os menos favorecidos. Tal relação entre o povo e o “Salvador da Pátria”, que resolveria todos os problemas da nação, era quase messiânica, tanto que Perón até hoje tem status de deus na Argentina[9] e Vargas ficou para a história conhecido como o “pai dos pobres”.

Essa aliança política entre a liderança carismática e as massas tornou-se possível de ser sustentada com avanços econômicos, por conta da reunião de três atores importantes: o Estado, que iria prover todas as condições para o crescimento e o desenvolvimento nacional, investindo na indústria; a burguesia industrial, que seria a beneficiada com esse foco, alimentando cada vez mais o crescimento, aumentando o número de contratação de pessoal; e a classe trabalhadora, que abriria mão de algumas reivindicações mais profundas para obter mais emprego e melhores salários para suas categorias.

Os movimentos populistas, considerados por alguns como desvios do rumo ao socialismo e, por outros, como fato importante para o desenvolvimento industrial desses países subdesenvolvidos, que tinham como base econômica somente o modelo agro-exportador, são vistos por Gino Germani[10] como “fenômenos sócio-culturais e políticos fundamentais e característicos da época de transição da sociedade tradicional à sociedade urbano-industrial”. Octavio Ianni complementa dizendo que essa realidade complexa está mudando, mas ainda no meio de um processo de transição: “Pouco a pouco, reduz-se o peso do tradicional e cresce a importância do moderno. No limite estaria a sociedade urbano-industrial, democrática, racional, onde não haveria nem demagogos nem carismáticos. No curso da transição, entretanto, surgem os movimentos populistas, ou nacional-populares, compostos principalmente de amplas massas de escassa ou nenhuma experiência no mundo urbano”.

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade apresenta TOQUINHO

•Novembro 4, 2008 • Deixe um comentário

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade apresenta:

•Novembro 4, 2008 • Deixe um comentário

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade apresenta:

•Novembro 4, 2008 • Deixe um comentário

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade apresenta O Patinho Feio – de Hans Christian Andersen

•Novembro 4, 2008 • Deixe um comentário

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade apresenta Leonardo da Vinci

•Novembro 4, 2008 • Deixe um comentário

Crise institucional por que? Pergunta Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade em seu mais novo artigo

•Setembro 29, 2008 • Deixe um comentário

Agosto de 1961, Jânio Quadros renuncia. Pego-me na Ladeira da Memória, centro de São Paulo, a caminho do Estadão, esquina da Martins Fontes com Major Quedinho. Busco informações precisas sobre o ocorrido com meu pai, Giannino, solidamente instalado na redação. Da bocarra dos bares sai o vozerio trivial dos locutores de futebol, irradiam um jogo do Santos de Pelé. Em Montevidéu, é de lá que vem a gritaria.

Jânio, candidato da direita, convém dizê-lo com todas as letras, ganhara a eleição presidencial de 1960 e seu mandato não passava de pouco mais de cinco meses. Abandona o Planalto, declara-se vencido pelo poder das “forças ocultas”. As raízes do golpe de 1964 ali estão. Creio, porém, que JQ imaginasse, para o imediato, outro desfecho.

São muitos aqueles que crêem na aposta do presidente na revolta capaz de reconduzi-lo a Brasília nos braços do povo. No entanto, a pátria de chuteiras estava grudada nos rádios que transmitiam as façanhas do rei Pelé.

Em 47 anos o Brasil mudou bastante juntamente com seu povo, e este mudou por causa de Lula. Jânio cobria os ombros de caspa e a cabeça com o quepe dos motorneiros e foi eleito com 12 milhões de votos, recorde absoluto até então. Percebeu-se, entretanto, que na hora crucial os eleitores preferiam o Santos F.C. Com Lula a história é outra. A maioria identifica-se com o ex-operário e líder sindical, enxerga no presidente o cidadão igual e automaticamente aprova-lhe o desempenho.

Nunca um presidente do Brasil teve aprovação tão avassaladora, mais de dois terços da nação estão com ele. Registre-se um dado preocupante para quem gostaria de vê-lo logo pelas costas: Lula conta também com maioria na chamada classe média, a mesma que a mídia costuma visar para entorpecer-lhe a consciência.

Estes 70% de platéia a favor do presidente permitem que, a toda hora, venha à tona a ameaça da crise institucional no Brasil de 2008? Crise institucional por quê? Por que o Brasil está satisfeito com seu governo? Esta sim é a verdadeira novela brasileira, muito mais verídica do que aquelas da Globo.

Ocorre recordar a fala estranha, peculiar, de Jânio Quadros. As forças ocultas. De fato, muito ocultas, ocultas demais. À época as forças aparentes e evidentes, diria até escancaradas, puseram-se à vista desde a semeadura do golpe. Ali se postavam, inquietas, à espera do pretexto. Quatro e mais décadas depois, quem arca com o mesmo papel? Sim, possível é questionar todos os poderes de uma democracia capenga, e os comportamentos dos privilegiados, mestres em ostentação e ferocidade, e as fabulações grosseiras da mídia nativa. Ainda assim, por que admitir, mesmo academicamente, uma crise institucional quando o presidente da República goza da aprovação de 70% da população?

No espaço dos últimos 60 dias os fantasmas de outros tempos surgiram nos vídeos e nas páginas da imprensa. Ao ser levantada a possibilidade da revisão da Lei da Anistia e por ocasião da deflagração da Operação Satiagraha. Nas duas oportunidades, diante da pretensa ameaça de uma crise institucional, logo desfraldada pela oposição parlamentar e pela mídia, com a conspícua contribuição do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

E o governo, que dispõe do apoio maciço da nação? Tergiversa, concilia, como se houvesse de fato o risco da tal crise. Trata-se de reabilitar o espectro das forças ocultas? Há quem diga que as pesquisas valem até certo ponto. Na hora azada, o povo ainda ficaria preso à transmissão radiofônica de um jogo de futebol. Alguém sorri com condescendência e afirma as injunções da “correlação de forças”, em nome, talvez, de “um vezo marxóide”, pelo qual cabe atentar, antes de mais nada, “no estrutural”.

Então seria algo assim como se as pesquisas de opinião fossem a ponta do iceberg, enquanto a realidade nua e crua fica abaixo da tona. Quem sabe Maquiavel dissesse que tudo não passa de desculpa, para deixar as coisas como estão para ver como ficam.

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade é publicitário, comunicador e ministra cursos na área empresarial, PNL e gestão de pessoas

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade

•Setembro 29, 2008 • Deixe um comentário

Hamilton Rodrigo Araújo Freire de Andrade é comunicador, publicitário e ministra cursos na área de motivação empresarial, gestão de pessoas entre outros.